Desde criança tenho procurado (como muita gente) uma definição, ou, pelo menos, uma descrição de "Ser Humano". O que é uma pessoa?
Li a Bíblia, por inteiro, algumas vezes. A primeira vez foi a mais fácil, pois foi uma leitura feita na empolgação, com muita fome de chegar ao final, mesmo que não compreendesse muita coisa. Mas foi precisamente aquela primeira leitura a que mais aproveitei, assim como a primeira namorada é a que mais saboreamos. Talvez por não estar com a mente tão contaminada por doutrinas diversas, por ser uma mero curioso, ou aprendiz, eu gravei na minha mente mais imagens, situações e conceitos, do que em todas as vezes posteriores. Isso aconteceu em 1969/1970, eu tinha 12/13 anos, e estava passando do último ano do primário para o primeiro ano do ginásio... e tinha ficado muito chocado com "coisas" que eu via na igreja "N. Sa. do Perpétuo Socorro", que não condiziam com as aulas que eu recebia do catecismo.
Claro, pela minha idade, eu estava "atrasado" para a 1ª Comunhão, e por isso era catecúmeno.
Mas algumas coisas não condiziam e eu achei que tinha que escolher uma definição de religião, uma sequência doutrinária e comportamental que me inserisse em um padrão social.
E achei que seria mais seguro se tomasse por ponto de partida o cristianismo, no qual estava hereditariamente inserido. E tal doutrina tinha como fundamento a Bíblia. Então, tomei um exemplar que tinha lá em casa, da tradução de João Ferreira de Almeida, e a "devorei", entre os meses de setembro e abril. De manhã, à tarde e à noite, eu era visto concentrado na leitura daquela fascinante compilação de escrituras antigas.
Ao terminar a leitura, com a cabeça cheia de ideias e imagens, para não perder o pique, mergulhei na Divina Comédia, de Dante, aprofundando-me numa edição especial, que meu pai tinha adquirido, e que impressionava muito. Eram cinco volumes grossos, de capa dura cor de vinho e títulos dourados, com o texto em versos, em italiano, e a tradução, nas páginas direitas, de cada estrofe, em prosa, com explicações e notas de rodapé. Uma riqueza sem tamanho! Impressionantes também eram as gravuras, em clichê, no estilo renascentista, que aumentavam ainda mais o pavor que o texto procurava imprimir, nos 24 cantos do Inferno, e o êxtase, na passagem do Paraíso. As imagens do Inferno e do Purgatório chegavam a abalar-me, durante o sono, principalmente quando, naqueles dias, durante as férias, um colega meu morreu afogado no Rio Guaporé e eu fui ao seu velório. O corpo, encontrado dois dias depois de seu desaparecimento, boiando nas águas, perto da cachoeira, estava deformado, muito inchado, com as pontas do nariz roídas pelos peixes, e aquela imagem, de um colega que, dias antes, era um menino ativo e alegre, apelidado de "meio-quilo", por causa de sua magreza, agora estava muito diferente, e meu subconsciente a associava às monstruosas ilustrações do Inferno dantesco.
Depois da "Comédia", li um livrinho grosso, no formato de bolso, da Edições de Ouro: "A História das Religiões". Era um apanhado geral, com a história e os fundamentos do judaísmo, do budismo, hinduísmo, catolicismo, protestantismo, neo-protestantismo, para-protestantismo, espiritismo africano e cardecista. Sua análise fria, isenta, que não tencionava converter ninguém, foi de muita ajuda. Depois li, por empréstimo de um colega, que era adepto daquela doutrina, "O Evangelho Segundo O Espiritismo" e "O Livro Dos Espíritos". Foi uma leitura longa, pois a Bíblia era frequentemente citada, e eu me via obrigado a confrontar as duas fontes. Isso aconteceu em Maceió, em 1972/73. Devo dizer que, antes da mudança de minha família, de Rondônia para Alagoas (Fev/71), eu tinha deixado de frequentar a igreja católica e passei algum tempo frequentando a igreja batista. Em Maceió, voltei a frequentar as duas, simultaneamente, e, por influência de meu colega, fui também a várias reuniões de "mesa branca" e reuniões doutrinárias do cardecismo. Mas não assumia a adesão a nenhuma daquelas diferentes seitas. Voltando para Rondônia, tomei conhecimento da igreja presbiteriana, que eu já sabia, pela leitura da Ediouro, que era uma das quatro doutrinas chamadas "protestantes", criada por influência de Calvino.
Eu tinha uma ideia básica do que seria o ser humano, "criado à imagem e semelhança de seu Criador". E o Criador era representado, no cristianismo, como uma pessoa em três pessoas. Vi que as três Pessoas de Deus representam três pessoas intrínsecas da pessoa Humana: Deus Pai, Criador, ligado diretamente à Natureza, ao Universo Físico, Tridimensional. A Criação, conforme descrita na Bíblia, evoca intensamente a figura paterna, do Deus Criador, que faz tudo conforme sua própria vontade, com autonomia e autoridade, de acordo com Seu gosto. A outra figura de Deus, o Filho, é uma figura tremendamente humana, sensível, amorosa, sofredora, compassiva, que reinterpreta as leis divinas pela ótica do amor e do perdão, e se deixa imolar em expiação pelas falhas da Humanidade. A terceira pessoa, o Espírito, é o paráclito, o racional, o pedaço de Deus que dá aos homens a razão, o sentido, a capacidade de análise e julgamento.
Notei que essa tríplice personalidade divina também está no Homem, que é físico, com as limitações do corpo, e sujeito às leis da Natureza, percebidas pelos cinco sentidos básicos; é emocional e emotivo, e de seus medos e desejos derivam muitas das suas capacidades; e é racional, o suficiente para subjugar as forças da natureza, na medida do possível, tornando sua vida mais fácil, segura e produtiva.
E era isso o que eu buscava, desde a infância: tornar-me um ser capaz de pensar, sentir e agir equilibradamente, integrando as três características de meu ser, de modo a não me cansar demasiadamente, nem me deixar abalar emocionalmente com facilidade, e aproveitar o máximo da natureza em meu favor.
Posteriormente, descobri que vários pensadores modernos também definem o Homem da mesma forma: Freud define Homem com um ser que possui, em si, um Id, um Ego e um Superego, e assim estruturou a Psicanálise; Swoboda e Fletsch descobriram o Biorritmo, verificando que nosso organismo tem períodos regulares de maior e menor capacidades física, emocional e intelectual; Eric Berne também percebeu que a personalidade humana tem seu Ego Pai (Criador, natural, físico), seu Ego Adulto (racional, paráclito, lógico) e seu Ego Criança (sentimental, sensível, emotivo e intuitivo), e que as três pessoas do Ego mudam de estado constantemente, em relação a sua interação e transação com outras pessoas e com o próprio ambiente, podendo, em um momento, exercer um Estado do Ego Pai, ou o Estado do Ego Adulto, ou, ainda, o seu estado do Ego Criança, como comandante de suas ações e de suas relações; a ciência criada por Berne, chamada Análise Transacional, ainda compreende que os estados do Ego podem estar evocados de maneira positiva (OK) ou negativa (Não-OK), e que podem mudar, de pessoas para pessoa, de momento para momento, ou com relação à ocasião, ao ambiente ou ao contexto. Mais recentemente, outros estudiosos, Binder e Grandler, criaram uma nova filosofia, a que chamam de Programação Neuroliguística, que consiste numa nova maneira de compreender e administrar as relações da pessoa com outras pessoas, com o ambiente, ou consigo mesma, compreendendo que a personalidade está diretamente lincada ao seu canal preferido de comunicação: Visual, Auditivo ou Cinestésico. As pessoas Visuais tendem a ser mais perceptivas, emotivas e espirituosas, e se impõem no ambiente pela apresentação visual (vestuário, iluminação, maquiagem, perfume, etc.); A pessoal Auditiva, costuma era mais racional, atenta às palavras e aos sentidos não percebidos pelos olhos, tornando-se críticas e argutas, com boa capacidade de análise fria e isenta; As pessoas cinestésicas, por seu lado, são mais ativas, trabalhadoras, e ao mesmo tampo calorosas, sensuais, mas não necessariamente emotivas, e utilizam bastante os gestos e movimentos corporais em sua comunicação, sendo mais atentas à mímica do que à audição. A Sociobiologia, criada por Edward Osborne Wilson, estabeleceu que os seres vivos (não apenas humanos), herdam e legam uma espécie de educação intra-celular, repassando a suas gerações os conhecimentos adquiridos geneticamente e mantidos ao longo da vida, estabelecendo hábitos característicos, assim como suas próprias características físicas. Tais características tendem a conservar, em maior ou menor intensidade, as mesmas que foram herdadas, nos campos biotípico (fenótipo e genótipo, tendência a doenças hereditárias, resistência e fraquezas, potencialidades e limitações, etc.), racional (repetição de hábitos, sotaques, cestres, memória, etc.) e emocional (desejos, temores, aversão, indiferença, etc.).
De todas essas diferentes idéias, interindependentes e autônomas, pode-se depreender facilmente a existência de uma verdade comum: o Homem não é só um. É três em um.
Meu desejo, desde que comecei a entender essas coisas (antes mesmo de ler a respeito delas), sempre foi encontrar um equilíbrio, de forma a potencializar as três características que fazem de mim um ser completo, de modo a ser mais produtivo, lúcido e feliz.
De certa fora, tenho conseguido, e espero poder juntar pessoas para que possam formar uma ideia unificada e sistemática a respeito, para que possamos nos integrar e melhorar nosso Ser Integral.
sexta-feira, 19 de março de 2010
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domingo, 28 de junho de 2009
Centren
Quantas vezes já morreste?
Em quantas ocasiões pudeste dizer: "Nasci de novo!"?
Esta frase sempre nos ocorre, quando passsamos por uma situação muito perigosa, que poderia ter encerrado a nossa trajetória no mundo dos vivos.
No livro "Um", o pensador-aventureiro Richard Bach propõe uma viagem por um labirinto que representa várias mudanças ocorridas ao longo de sua vida, até aquele momento. Cada uma daquelas situações é representada por uma encruzilhada, na qual ele tomou uma decisão, entre duas ou mais oferecidas. Então, ele se vê na situação em que estaria se tivesse tomado, naquela ocasião, uma decisão diferente daquela que realmente tomara, e que o levou até sua posição atual. Gostei daquele livro, porque me dizia muito de mim mesmo. Já perdi várias chances seguras de morrer, por exemplo. Principalmente durante a infância, já passei por várias situações de elevadísimo risco. De alguma forma, costumo pensar que eu posso ser, na verdade, o "outro eu"; o "primeiro eu", o principal, foi aquele que morreu daquela doença grave de minha primeira infância, quando fui desenganado pelos médicos, e o "outro eu", o que sou agora, foi o que sobreviveu, e que, neste mundo paralelo, nesta dimentsão, acabou se tornando o "primeiro eu". Só que este novo "primeiro eu" acabou morrendo naquele acidente em que foi atacado por um boi bravo, escapado de uma boiada descontrolada, e que veio ao meu encontro. O "outro eu" daquela ocasião, foi o que continuou, até se tornar "primeiro" num novo paralelo. E isso aconteceu tantas vezes que perdi a conta. Este "eu" que está aqui, escrevendo neste blog, é um "outro de outro, de outro de... muitos outros 'eus'", que chegou aqui, neste "outro mundo". Às vezes, penso em como seria bom encontrar-me de verdade comigo mesmo, com algum daqueles outros eus, que tomou uma decisão diferente de alguma daquelas que me trouxeram até onde estou hoje. Pode ser aquele que permaneceu no primeiro emprego, que não ficou rico, mas construiu um pequeno, porém seguro, patrimônio, que mantém com aquela garota por quem se apaixonou, junto com os três filhos que geraram e criaram juntos, e que hoje são jovens adultos, a caminho de seus próprias realizações profissionais; às vezes, sou visitado por aquele outro "eu", que se aventurou a sair do país, em época de crise, e que foi bem sucedido, e vem zombar do "eu" em que me tornei, fracassado, frustrado e sem chances de retornar ao que já fui, pois o tempo "deste mundo" não me premite retornar... e me sinto, no fundo, feliz, por saber que um outro "eu" foi bem sucedido; em uma dimensão paralela, eu estou feliz e realizado, e visito os outros "eus" que não tiveram a mesma ventura.
Certa ocasião, fiz amizade com uma família, cujo pai me ajudou a perceber a teoria do centro do universo.
Num teatro infantil, em que eu fui acompanhando minha namorada, filha daquele senhor, daquele sábio que adotei como guru, vimos algumas das aventuras de Pedro Malazartes. Na peça, o rei pergunta a Malazartes, testando a sapiência que o personagem central propalava: "Onde fica o centro do mundo?" Então Malazartes responde: "Aí, mesmo! Exatamente onde está vossa cabeça! Se duvida, vossa majestade meça a distância da ponta final do mundo à sua frente, vire-se para o outro lado, e meça a sua distância até o limite oposto do mundo. Se não der a mesma distância, pode me reprovar!" O rei pensou, pensou, ficou atrapalhado, e se deu por vencido. A platéia riu, e a peça continuou, com muitas outras risadas.
Após a peça, comentei com minha namorada sobre a sagacidade de Pedro Malazartes, e o pai dela, que tinha nos levado ao teatro, disse: "É verdade! É correto o que o espertalhão disse ao rei, sobre o centro do mundo."
"Ele enganou o rei, que não podia provar o contrário!", retruquei.
"Mas não era nenhum truque!", objetou meu pretenso futuro sogro. "O centro do Universo, para o rei, era exatamente o ponto onde ficava o centro de sua consciência. O mesmo acontece com você, comigo e com todos os seres. Cada um é o centro da percepção, da consciência e do conhecimento de seu próprio Universo. Por exepmlo: outro dia, quando subíamos pela ladeira do Farol, você arfava, subindo com dificuldade, enquanto eu e minha filha subíamos juntos, na mesma velocidade, sem alterarmos nosso ritmo respiratório. A ladeira era a mesma, só que, para o meu universo, e de minha filha, era uma ladeira suave, mas para o seu universo, era íngreme. Por isso, você não aguentava tanto quando nós! Cada um de nós molda o seu universo conforme sua própria consciência e desejos! Quando duas pessoas, que vêm de lugares diferentes, se encontram pela primeira vez, são dois universos que se cruzam, no Universo maior das Possibilidades, e no mais estreito, mais ainda muito amplo, Universo das Probabilidades. A interação dessas pessoas vai depender do universo particular que cada uma moldou para si. Se houver pontos concordadntes, essas duas pessoas têm grande probabilidade de se tornarem amigas, mas, se forem muito discordantes naquele primeiro momento, provavelmente não terão harmonia. Queira ou não, acredite ou não, somente você pode determinar o que vai permitir ou não entrar e permanecer no seu próprio Universo, do qual você é o centro."
"Mas, por que somos obrigados a fazer o que não queremos, a cumprir ordens e leis coma as quais não concordamos?"
"Ninguém é obrigado a fazer o que não deseja! Do mesmo modo que este "você", que está aqui na minha frente, teve que fazer coisas que não queria, existe, em alguma dimensão paralela, próxima de você, o outro "você", que optou por não fazer as mesmas coisas. O importante é que você saiba que você é o centro do seu próprio Universo, e que existem muitos outros universos, comuns no mesmo tempo, e no mesmo espaço, mas em dimensões diferentes, paralelas e permeáveis."
Este é o princípio da teoria Centre, que junto com a idéia do Universo Triúno, vem apoiar a Antropomática.
Até a próxima!
Em quantas ocasiões pudeste dizer: "Nasci de novo!"?
Esta frase sempre nos ocorre, quando passsamos por uma situação muito perigosa, que poderia ter encerrado a nossa trajetória no mundo dos vivos.
No livro "Um", o pensador-aventureiro Richard Bach propõe uma viagem por um labirinto que representa várias mudanças ocorridas ao longo de sua vida, até aquele momento. Cada uma daquelas situações é representada por uma encruzilhada, na qual ele tomou uma decisão, entre duas ou mais oferecidas. Então, ele se vê na situação em que estaria se tivesse tomado, naquela ocasião, uma decisão diferente daquela que realmente tomara, e que o levou até sua posição atual. Gostei daquele livro, porque me dizia muito de mim mesmo. Já perdi várias chances seguras de morrer, por exemplo. Principalmente durante a infância, já passei por várias situações de elevadísimo risco. De alguma forma, costumo pensar que eu posso ser, na verdade, o "outro eu"; o "primeiro eu", o principal, foi aquele que morreu daquela doença grave de minha primeira infância, quando fui desenganado pelos médicos, e o "outro eu", o que sou agora, foi o que sobreviveu, e que, neste mundo paralelo, nesta dimentsão, acabou se tornando o "primeiro eu". Só que este novo "primeiro eu" acabou morrendo naquele acidente em que foi atacado por um boi bravo, escapado de uma boiada descontrolada, e que veio ao meu encontro. O "outro eu" daquela ocasião, foi o que continuou, até se tornar "primeiro" num novo paralelo. E isso aconteceu tantas vezes que perdi a conta. Este "eu" que está aqui, escrevendo neste blog, é um "outro de outro, de outro de... muitos outros 'eus'", que chegou aqui, neste "outro mundo". Às vezes, penso em como seria bom encontrar-me de verdade comigo mesmo, com algum daqueles outros eus, que tomou uma decisão diferente de alguma daquelas que me trouxeram até onde estou hoje. Pode ser aquele que permaneceu no primeiro emprego, que não ficou rico, mas construiu um pequeno, porém seguro, patrimônio, que mantém com aquela garota por quem se apaixonou, junto com os três filhos que geraram e criaram juntos, e que hoje são jovens adultos, a caminho de seus próprias realizações profissionais; às vezes, sou visitado por aquele outro "eu", que se aventurou a sair do país, em época de crise, e que foi bem sucedido, e vem zombar do "eu" em que me tornei, fracassado, frustrado e sem chances de retornar ao que já fui, pois o tempo "deste mundo" não me premite retornar... e me sinto, no fundo, feliz, por saber que um outro "eu" foi bem sucedido; em uma dimensão paralela, eu estou feliz e realizado, e visito os outros "eus" que não tiveram a mesma ventura.
Certa ocasião, fiz amizade com uma família, cujo pai me ajudou a perceber a teoria do centro do universo.
Num teatro infantil, em que eu fui acompanhando minha namorada, filha daquele senhor, daquele sábio que adotei como guru, vimos algumas das aventuras de Pedro Malazartes. Na peça, o rei pergunta a Malazartes, testando a sapiência que o personagem central propalava: "Onde fica o centro do mundo?" Então Malazartes responde: "Aí, mesmo! Exatamente onde está vossa cabeça! Se duvida, vossa majestade meça a distância da ponta final do mundo à sua frente, vire-se para o outro lado, e meça a sua distância até o limite oposto do mundo. Se não der a mesma distância, pode me reprovar!" O rei pensou, pensou, ficou atrapalhado, e se deu por vencido. A platéia riu, e a peça continuou, com muitas outras risadas.
Após a peça, comentei com minha namorada sobre a sagacidade de Pedro Malazartes, e o pai dela, que tinha nos levado ao teatro, disse: "É verdade! É correto o que o espertalhão disse ao rei, sobre o centro do mundo."
"Ele enganou o rei, que não podia provar o contrário!", retruquei.
"Mas não era nenhum truque!", objetou meu pretenso futuro sogro. "O centro do Universo, para o rei, era exatamente o ponto onde ficava o centro de sua consciência. O mesmo acontece com você, comigo e com todos os seres. Cada um é o centro da percepção, da consciência e do conhecimento de seu próprio Universo. Por exepmlo: outro dia, quando subíamos pela ladeira do Farol, você arfava, subindo com dificuldade, enquanto eu e minha filha subíamos juntos, na mesma velocidade, sem alterarmos nosso ritmo respiratório. A ladeira era a mesma, só que, para o meu universo, e de minha filha, era uma ladeira suave, mas para o seu universo, era íngreme. Por isso, você não aguentava tanto quando nós! Cada um de nós molda o seu universo conforme sua própria consciência e desejos! Quando duas pessoas, que vêm de lugares diferentes, se encontram pela primeira vez, são dois universos que se cruzam, no Universo maior das Possibilidades, e no mais estreito, mais ainda muito amplo, Universo das Probabilidades. A interação dessas pessoas vai depender do universo particular que cada uma moldou para si. Se houver pontos concordadntes, essas duas pessoas têm grande probabilidade de se tornarem amigas, mas, se forem muito discordantes naquele primeiro momento, provavelmente não terão harmonia. Queira ou não, acredite ou não, somente você pode determinar o que vai permitir ou não entrar e permanecer no seu próprio Universo, do qual você é o centro."
"Mas, por que somos obrigados a fazer o que não queremos, a cumprir ordens e leis coma as quais não concordamos?"
"Ninguém é obrigado a fazer o que não deseja! Do mesmo modo que este "você", que está aqui na minha frente, teve que fazer coisas que não queria, existe, em alguma dimensão paralela, próxima de você, o outro "você", que optou por não fazer as mesmas coisas. O importante é que você saiba que você é o centro do seu próprio Universo, e que existem muitos outros universos, comuns no mesmo tempo, e no mesmo espaço, mas em dimensões diferentes, paralelas e permeáveis."
Este é o princípio da teoria Centre, que junto com a idéia do Universo Triúno, vem apoiar a Antropomática.
Até a próxima!
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Universo
quarta-feira, 25 de março de 2009
Voltando à "Ciência" dos Homens
Depois de um longo recesso, retorno ao blog.
Li recentemente um manifesto de apologia ao ateísmo, em sites relacionados ao eximio músico Vangelis Papatanassiou, a quem muito admiro. Havia uma série de depoimentos que defendiam os ateus, sob vários pontos de vista. Um dos pontos de vista abordados pelos autores era o fato de os anti-ateus ("anateus" seria um qualificativo adequado) dizerem que os ateus são idiotas. O argumentista dá exemplo de vários ateus famosos, cujas obras e pensamentos influenciaram o desenvolvimento das ciências físicas e sociais: Karl Marx, Thomas Alva Edison, Isaac Newton, Werner von Braun, Albert Sabin, Carl Sagan, e vários outros. No Brasil mesmo, podemos citar algumas pessoas que fizeram obras notáveis, e são confessadamente ateus: Alberto Santos-Dumont, Oscar Niemeyer, Vinícius de Morais, Chico Buarque de Holanda, Dráuzio Varela, e mais alguns, cujos nomes não me vêm à memória.
Logicamente, não me considero tão capacitado, a ponto de menosprezar a existência de Deus, até mesmo a necessidade que nós, meros mortais, temos de crer em Deus. Pelo menos, em algum Ser que possa nos proteger, ou que possa entender as coisas que não podemos. As leis da natureza, que os eruditos têm tentado decifrar e codificar desde a Antiguidade, têm tanta lógica e exatidão (embora muitas vezes essa lógica nos escape), que só podem mesmo ter sido elaboradas e controladas por um Ser extremamente inteligente. Mais do que inteligente: sábio, capaz e generoso.
Atribuir a existência de todo este complexo Universo ao acaso, ou à atividade aleatória do binômio matéria-energia, parece-me um ato de muita simplicidade (no sentido de pessoas simplórias, mesmo), combinada com uma arrogância desmedida.
Todos os chamados "gênios" acabaram morrendo - alguns ainda bem jovens - e sua "ciência", embora tenha ficado escrita, ainda carece de uma prova cabal.
Por outro lado, os "crentes", aqueles que têm a humildade de reconhecer a autoridade, o poder e o amor de um Deus superior, mesmo que tenham vidas simples, às vezes pobres materialmente, e às vezes, dotados de doenças e limitações, são mais completos, no sentido de que tudo o que necessitam para ser felizes é a fé na Providência Divina.
Teorias incoerentes e desnecessárias, como a da Evolução Biológica, de Charles Darwin, a da Reencarnação de Leon Denizard, ou as da Relatividade, de Einstein, e suas conseqüentes (Big-Bang, Cordas, Mambas, e outras que o valham), além de se perderem em suas próprias contradições e incoerências, não têm nenhum sentido prático.
Dogmáticos fundamentalistas dessas crenças, chamadas, por eles mesmos, "ciências", usam milhões de dólares, anualmente, em experiências e tentativas, para provarem a "verdade" daquilo em que acreditam, e ganham prestígio e simpatia de governos e entidades de classes, inutilmente. Se há alguma "ciência" necessária à Humanidade, é a do próprio Humanismo. Se algum dia conseguirem provar que o ser humano e os chamados símios se originam de uma mesma raiz, qual será a utilidade prática desse conhecimento? Farão mixagens genéticas entre homens e gorilas, para criar humanóides com grande força física? Ou tentarão criar meninos com caudas longas, como a do macaco-aranha, para que eles se dependurem nos galhos e fiquem com as quatro mãos livres para executar as tarefas artesanais? Tentarão dar asas so Homem, misturando sua essência genética com a dos condores? Qual será, na verdade, a utilidade de tais teorias? Gosto de desenvolvimento e de tecnologia, mas, admitam, eles só têm sentido com um fundo de praticidade e exequibilidade (por que extinguiram o trema?).
Enquanto os teóricos filosofam, os práticos desenvolvem o mundo.
Duvido muito que os inventores da roda, da alavanca, da faca, do arco-e-flexas, da corda, do processo de fazer fogo e do espeto, os maiores inventores da História, tenham usado sua capacidade mental para elocubrar teorias inúteis e desnecessárias.
Quantos séculos não têm se perdido, por andarmos sempre nos extremos opostos do conhecimento?
Por um lado, há a ignorância e a prepotência dos donos do poder, que, ao longo das épocas, travaram uma vasta gama de conhecimentos práticos e plausíveis. Se, por exemplo, Leonardo da Vinci não tivesse escondido suas idéias, talvez tivéssemos entrado voando no Século XVII.
Pelo outro lado, há a indolência e a vaidade dos pensadores que, aproveitando-se da quebra do monopólio intelectual do Vaticano, causada pela ousadia dos reformadores protestantes, mergulharam em infinitas e variadas teorias e tentativas de explicar o mundo sem Deus, e nada produziram, nos últimos cinco séculos, de prático ou razoável.
O ideal, no meu ponto de vista, é sempre o equilíbrio. É andar no meio da via, sem cair para a extrema esquerda nem para a direita, e raciocinar com teorias que tenham objetivos práticos, e com práticas com boa base teórica, que facilitem a vida, promovam a igualdade, a manutenção da saúde e o benefício da razão, sem o esquecimento de que, neste mundo, nada temos de eterno, nem de nosso.
Se eu tivesse que defender alguma linha filosófica, defenderia a teoria Centre.
(Fica para uma próxima).
Li recentemente um manifesto de apologia ao ateísmo, em sites relacionados ao eximio músico Vangelis Papatanassiou, a quem muito admiro. Havia uma série de depoimentos que defendiam os ateus, sob vários pontos de vista. Um dos pontos de vista abordados pelos autores era o fato de os anti-ateus ("anateus" seria um qualificativo adequado) dizerem que os ateus são idiotas. O argumentista dá exemplo de vários ateus famosos, cujas obras e pensamentos influenciaram o desenvolvimento das ciências físicas e sociais: Karl Marx, Thomas Alva Edison, Isaac Newton, Werner von Braun, Albert Sabin, Carl Sagan, e vários outros. No Brasil mesmo, podemos citar algumas pessoas que fizeram obras notáveis, e são confessadamente ateus: Alberto Santos-Dumont, Oscar Niemeyer, Vinícius de Morais, Chico Buarque de Holanda, Dráuzio Varela, e mais alguns, cujos nomes não me vêm à memória.
Logicamente, não me considero tão capacitado, a ponto de menosprezar a existência de Deus, até mesmo a necessidade que nós, meros mortais, temos de crer em Deus. Pelo menos, em algum Ser que possa nos proteger, ou que possa entender as coisas que não podemos. As leis da natureza, que os eruditos têm tentado decifrar e codificar desde a Antiguidade, têm tanta lógica e exatidão (embora muitas vezes essa lógica nos escape), que só podem mesmo ter sido elaboradas e controladas por um Ser extremamente inteligente. Mais do que inteligente: sábio, capaz e generoso.
Atribuir a existência de todo este complexo Universo ao acaso, ou à atividade aleatória do binômio matéria-energia, parece-me um ato de muita simplicidade (no sentido de pessoas simplórias, mesmo), combinada com uma arrogância desmedida.
Todos os chamados "gênios" acabaram morrendo - alguns ainda bem jovens - e sua "ciência", embora tenha ficado escrita, ainda carece de uma prova cabal.
Por outro lado, os "crentes", aqueles que têm a humildade de reconhecer a autoridade, o poder e o amor de um Deus superior, mesmo que tenham vidas simples, às vezes pobres materialmente, e às vezes, dotados de doenças e limitações, são mais completos, no sentido de que tudo o que necessitam para ser felizes é a fé na Providência Divina.
Teorias incoerentes e desnecessárias, como a da Evolução Biológica, de Charles Darwin, a da Reencarnação de Leon Denizard, ou as da Relatividade, de Einstein, e suas conseqüentes (Big-Bang, Cordas, Mambas, e outras que o valham), além de se perderem em suas próprias contradições e incoerências, não têm nenhum sentido prático.
Dogmáticos fundamentalistas dessas crenças, chamadas, por eles mesmos, "ciências", usam milhões de dólares, anualmente, em experiências e tentativas, para provarem a "verdade" daquilo em que acreditam, e ganham prestígio e simpatia de governos e entidades de classes, inutilmente. Se há alguma "ciência" necessária à Humanidade, é a do próprio Humanismo. Se algum dia conseguirem provar que o ser humano e os chamados símios se originam de uma mesma raiz, qual será a utilidade prática desse conhecimento? Farão mixagens genéticas entre homens e gorilas, para criar humanóides com grande força física? Ou tentarão criar meninos com caudas longas, como a do macaco-aranha, para que eles se dependurem nos galhos e fiquem com as quatro mãos livres para executar as tarefas artesanais? Tentarão dar asas so Homem, misturando sua essência genética com a dos condores? Qual será, na verdade, a utilidade de tais teorias? Gosto de desenvolvimento e de tecnologia, mas, admitam, eles só têm sentido com um fundo de praticidade e exequibilidade (por que extinguiram o trema?).
Enquanto os teóricos filosofam, os práticos desenvolvem o mundo.
Duvido muito que os inventores da roda, da alavanca, da faca, do arco-e-flexas, da corda, do processo de fazer fogo e do espeto, os maiores inventores da História, tenham usado sua capacidade mental para elocubrar teorias inúteis e desnecessárias.
Quantos séculos não têm se perdido, por andarmos sempre nos extremos opostos do conhecimento?
Por um lado, há a ignorância e a prepotência dos donos do poder, que, ao longo das épocas, travaram uma vasta gama de conhecimentos práticos e plausíveis. Se, por exemplo, Leonardo da Vinci não tivesse escondido suas idéias, talvez tivéssemos entrado voando no Século XVII.
Pelo outro lado, há a indolência e a vaidade dos pensadores que, aproveitando-se da quebra do monopólio intelectual do Vaticano, causada pela ousadia dos reformadores protestantes, mergulharam em infinitas e variadas teorias e tentativas de explicar o mundo sem Deus, e nada produziram, nos últimos cinco séculos, de prático ou razoável.
O ideal, no meu ponto de vista, é sempre o equilíbrio. É andar no meio da via, sem cair para a extrema esquerda nem para a direita, e raciocinar com teorias que tenham objetivos práticos, e com práticas com boa base teórica, que facilitem a vida, promovam a igualdade, a manutenção da saúde e o benefício da razão, sem o esquecimento de que, neste mundo, nada temos de eterno, nem de nosso.
Se eu tivesse que defender alguma linha filosófica, defenderia a teoria Centre.
(Fica para uma próxima).
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
A Relatividade
Li, numa reportagem antiga, que Albert Einstein ter-se-ia inspirado, para formular sua famosa Teoria, na Bíblia. No Salmo 84, o versículo 10 declara "Um dia nos teus átrios vale mais que mil." (Bib. de Estudo de Genebra, trad. de João Ferreira de Almeida, versão Revista e Atualizada no Brasil, c) 1993, da Sociedade Bíblica do Brasil, Ed. 1999, Ed. Cultura Cristã, São Paulo-SP, Brasil).
De acordo com a reportagem citada, Albert Einstein discutia com seu professor de Religião sobre o versículo citado. "Como um dia pode valer mais do que mil?" Embora o professor não desse ênfase ao assunto, afirmando tratar-se apenas de uma figura de retórica, o jovem futuro "cientista" insistia em dar uma interpretação literal à sentença, adequando-a à realidade. A conclusão que ele apresentou foi que "tudo é relativo. Para uma formiga, que tem a expectativa de vida de 48 horas, o tempo de 1 dia, do nascer ao pôr do sol, é a metade da sua vida. Para uma tartaruga, que vive 300 anos, 1 dia é uma porção ínfima de tempo. Para o Homem, que tem uma expectativa de vida de 50 anos (na época de Einstein), 1 dia teria um valor bem maior que o da formiga, mas bem inferior ao da tartaruga. Para Deus, que é eterno, criador do tempo e, portanto, mais antigo que o tempo, um dia é uma fração mínima. Ao mesmo tempo, se Deus pôde criar todo o complexo Universo em um tempo curto (para Ele), um dia pode equivaler ao que seria, para um homem, uma eternidade." Então, a verdade é apresentada com uma faceta por cada intérprete, de acordo com o seu ponto de vista.
Há, a esse propósito, uma antiga alegoria muçulmana, citada por Malba Tahan. É a parábola dos gêmeos:
"Ali e Mohammed são irmãos gêmeos. Juntos vivem, juntos despertam, juntos comem, conversam todos os dias, e todos os dias se tratam como irmãos amados. Têm a mesma face e a mesma fé. Com tudo concordam e em tudo combinam e têm um amor mutuamente sincero e fraterno. Mas, na hora da prece, discordam diametralmente, e o desejo de um é o temor do outro. Naquele momento, ambos tentam a Allah, implorando ardentemente que o Senhor realize dois atos opostos. Ali pede que nunca chegue o último dia do Ramadã; Mohammed implora que se apresse o tempo, e que o último dia do Ramadã chegue logo, para acabar com sua agonia."
Como é possível?
A explicação para este fato é simples: Ali cometeu um crime que, pela lei do Alcorão, é punível com a morte. Mohammed, seu irmão, poderia tê-lo impedido, mas não o fez. Então, o juiz condenou Ali à morte, como a lei exigia, mas não poderia condenar à mesma pena o irmão, que não participara do ato; sua culpa era não tê-lo impedido. Como se aproximava o mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos, a execução do criminoso teria que ser adiada, e o foi, para a último dia do mês. Para o irmão, culpado por omissão, bastava uma temporada na cadeia. A fim de castigá-lo pela gravidade da omissão, o juiz definiu sua liberdade para o mesmo dia da execução do outro.
O tempo, que passava muito rápido para Ali, que via aproximar-se rapidamente o seu último dia de vida, era muito longo para Mohammed, que ansiava pela liberdade.
O tempo, psicologicamente, é relativo. O namorado apaixonado passa o dia no trabalho, achando que as horas são muito longas, mas quando, à noite, tem que se despedir da namorada, acha que são curtas demais.
Einstein poderia ter se limitado à relativização da interpretação dos fatos, não da Verdade. Foi muita pretensão sua.
Ele poderia ter dito: "Tudo parece relativo, conforme o ponto de vista do observador, o objeto observado e os pontos de referência." Eu concordaria plenamente. Mas ele foi arrogante, tentando limitar a própria verdade: "Tudo é relativo."
Foi muita arrogância.
Ao mesmo tempo, foi muita incoerência. O próprio substantivo "tudo" já indica uma grandeza absoluta. Tudo quer dizer "todas as coisas; tudo o que se conhece; tudo o que se ignora; tudo o que se imagina...", enquanto o adjetivo "relativo" indica a ausência da totalidade, a indefinição por definição.
Além dessa clara contradição, Einstein comete outra, mais grave ainda, ao afirmar que "a energia é a matéria em ação, e a matéria é a energia inerte. A energia é igual à massa da matéria em observação multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz." Ao mesmo tempo, ele afirma que "nada pode ser mais veloz do que a luz", e, ainda, que "a velocidade da luz é constante, invariável."
Não sei se Einstein era ignorante ou mentiroso.
Albert Michelson, após fazer suas primeiras medições da velocidade da luz, concluindo que, na atmosfera terrestre, a luz se movimenta a uma velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo, prosseguiu seus estudos, com muitas outras experiências.
Ele concluiu, então, que a velocidade da luz não é constante. Ela sofre as seguintes influências: 1) a densidade do meio que atravessa: quanto mais denso o meio, menor é a velocidade da luz, a não ser no caso das lentes de aumento, que, ao deformarem a luz, dão a impressão de aumentar a proximidade da fonte, sugerindo que a luz parece mais veloz; Michelson verificou que, ao fazer as medições próximo à altitude zero, a velocidade era menor que nas primeiras observações, nos picos das Montanhas Rochosas; 2) a temperatura do meio: Michelson verificou que à noite, com o ar mais frio, a luz demorava mais a atravessar a distância que separava a fonte do anteparo, sendo as medidas efetuadas no mesmo local que tinha sido feita à noite; 3) a interferência de outras ondas eletromagnéticas: num meio escuro, sem a interferência de outras luzes, um feixe luminoso se movimenta com mais rapidez; 4) a distância da fonte: a onda luminosa, assim que parte da fonte de luz, tem uma freqüência muito elevada, e um comprimento curtissimo, e parte numa velocidade que vai gradualmente diminuindo. À medida que se distancia da fonte, a freqüência diminui, o comprimento das ondas aumenta, e a velocidade, mesmo no vácuo, é reduzida. O comprimento das ondas determina a coloração em que é captada a luz visível. É o que observa nos prismas, nos espectrógrafos e nos distanciômetros a "laser". Michelson deduziu que, se a luz do sol, medida nos picos das montanhas rochosas, tinha uma velocidade próxima dos 300.000 km/seg, é provável que, ao sair da superfície solar, tivesse 500.000 km/seg. Com seu labirinto de espelhos, ele provou a redução da velocidade da luz ao se afastar da fonte, atravessando um mesmo meio.
Eu mesmo já tive oportunidade de fazer esta experiência, com flash fotográfico, entre espelhos paralelos, e pude comprová-la.
Outra incoerência tremenda de Einstein é a expressão "o quadrado da velocidade da luz". Se ele mesmo afirma que nada pode ser mais veloz do que a luz, a idéia de multiplicar a velocidade da luz por qualquer grandeza diferente de 1 já constitui uma contradição em si mesmo.
De acordo com a reportagem citada, Albert Einstein discutia com seu professor de Religião sobre o versículo citado. "Como um dia pode valer mais do que mil?" Embora o professor não desse ênfase ao assunto, afirmando tratar-se apenas de uma figura de retórica, o jovem futuro "cientista" insistia em dar uma interpretação literal à sentença, adequando-a à realidade. A conclusão que ele apresentou foi que "tudo é relativo. Para uma formiga, que tem a expectativa de vida de 48 horas, o tempo de 1 dia, do nascer ao pôr do sol, é a metade da sua vida. Para uma tartaruga, que vive 300 anos, 1 dia é uma porção ínfima de tempo. Para o Homem, que tem uma expectativa de vida de 50 anos (na época de Einstein), 1 dia teria um valor bem maior que o da formiga, mas bem inferior ao da tartaruga. Para Deus, que é eterno, criador do tempo e, portanto, mais antigo que o tempo, um dia é uma fração mínima. Ao mesmo tempo, se Deus pôde criar todo o complexo Universo em um tempo curto (para Ele), um dia pode equivaler ao que seria, para um homem, uma eternidade." Então, a verdade é apresentada com uma faceta por cada intérprete, de acordo com o seu ponto de vista.
Há, a esse propósito, uma antiga alegoria muçulmana, citada por Malba Tahan. É a parábola dos gêmeos:
"Ali e Mohammed são irmãos gêmeos. Juntos vivem, juntos despertam, juntos comem, conversam todos os dias, e todos os dias se tratam como irmãos amados. Têm a mesma face e a mesma fé. Com tudo concordam e em tudo combinam e têm um amor mutuamente sincero e fraterno. Mas, na hora da prece, discordam diametralmente, e o desejo de um é o temor do outro. Naquele momento, ambos tentam a Allah, implorando ardentemente que o Senhor realize dois atos opostos. Ali pede que nunca chegue o último dia do Ramadã; Mohammed implora que se apresse o tempo, e que o último dia do Ramadã chegue logo, para acabar com sua agonia."
Como é possível?
A explicação para este fato é simples: Ali cometeu um crime que, pela lei do Alcorão, é punível com a morte. Mohammed, seu irmão, poderia tê-lo impedido, mas não o fez. Então, o juiz condenou Ali à morte, como a lei exigia, mas não poderia condenar à mesma pena o irmão, que não participara do ato; sua culpa era não tê-lo impedido. Como se aproximava o mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos, a execução do criminoso teria que ser adiada, e o foi, para a último dia do mês. Para o irmão, culpado por omissão, bastava uma temporada na cadeia. A fim de castigá-lo pela gravidade da omissão, o juiz definiu sua liberdade para o mesmo dia da execução do outro.
O tempo, que passava muito rápido para Ali, que via aproximar-se rapidamente o seu último dia de vida, era muito longo para Mohammed, que ansiava pela liberdade.
O tempo, psicologicamente, é relativo. O namorado apaixonado passa o dia no trabalho, achando que as horas são muito longas, mas quando, à noite, tem que se despedir da namorada, acha que são curtas demais.
Einstein poderia ter se limitado à relativização da interpretação dos fatos, não da Verdade. Foi muita pretensão sua.
Ele poderia ter dito: "Tudo parece relativo, conforme o ponto de vista do observador, o objeto observado e os pontos de referência." Eu concordaria plenamente. Mas ele foi arrogante, tentando limitar a própria verdade: "Tudo é relativo."
Foi muita arrogância.
Ao mesmo tempo, foi muita incoerência. O próprio substantivo "tudo" já indica uma grandeza absoluta. Tudo quer dizer "todas as coisas; tudo o que se conhece; tudo o que se ignora; tudo o que se imagina...", enquanto o adjetivo "relativo" indica a ausência da totalidade, a indefinição por definição.
Além dessa clara contradição, Einstein comete outra, mais grave ainda, ao afirmar que "a energia é a matéria em ação, e a matéria é a energia inerte. A energia é igual à massa da matéria em observação multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz." Ao mesmo tempo, ele afirma que "nada pode ser mais veloz do que a luz", e, ainda, que "a velocidade da luz é constante, invariável."
Não sei se Einstein era ignorante ou mentiroso.
Albert Michelson, após fazer suas primeiras medições da velocidade da luz, concluindo que, na atmosfera terrestre, a luz se movimenta a uma velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo, prosseguiu seus estudos, com muitas outras experiências.
Ele concluiu, então, que a velocidade da luz não é constante. Ela sofre as seguintes influências: 1) a densidade do meio que atravessa: quanto mais denso o meio, menor é a velocidade da luz, a não ser no caso das lentes de aumento, que, ao deformarem a luz, dão a impressão de aumentar a proximidade da fonte, sugerindo que a luz parece mais veloz; Michelson verificou que, ao fazer as medições próximo à altitude zero, a velocidade era menor que nas primeiras observações, nos picos das Montanhas Rochosas; 2) a temperatura do meio: Michelson verificou que à noite, com o ar mais frio, a luz demorava mais a atravessar a distância que separava a fonte do anteparo, sendo as medidas efetuadas no mesmo local que tinha sido feita à noite; 3) a interferência de outras ondas eletromagnéticas: num meio escuro, sem a interferência de outras luzes, um feixe luminoso se movimenta com mais rapidez; 4) a distância da fonte: a onda luminosa, assim que parte da fonte de luz, tem uma freqüência muito elevada, e um comprimento curtissimo, e parte numa velocidade que vai gradualmente diminuindo. À medida que se distancia da fonte, a freqüência diminui, o comprimento das ondas aumenta, e a velocidade, mesmo no vácuo, é reduzida. O comprimento das ondas determina a coloração em que é captada a luz visível. É o que observa nos prismas, nos espectrógrafos e nos distanciômetros a "laser". Michelson deduziu que, se a luz do sol, medida nos picos das montanhas rochosas, tinha uma velocidade próxima dos 300.000 km/seg, é provável que, ao sair da superfície solar, tivesse 500.000 km/seg. Com seu labirinto de espelhos, ele provou a redução da velocidade da luz ao se afastar da fonte, atravessando um mesmo meio.
Eu mesmo já tive oportunidade de fazer esta experiência, com flash fotográfico, entre espelhos paralelos, e pude comprová-la.
Outra incoerência tremenda de Einstein é a expressão "o quadrado da velocidade da luz". Se ele mesmo afirma que nada pode ser mais veloz do que a luz, a idéia de multiplicar a velocidade da luz por qualquer grandeza diferente de 1 já constitui uma contradição em si mesmo.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O Gênesis ou o Big Bang?
Há alguns anos, li "O Gênesis e o Big Bang", de Schroeder, físico nuclear e teólogo judeu. Ele tenta harmonizar duas idéias díspares, mas não consegue deixar de apresentar algumas contradições, fruto constante da prepotência de "cientistas" humanistas, que ousam definir a Verdade.
Uma dessas contradições se refere à idade do Universo. Ele cita que a Comunidade Científica aceita que o Universo teve início há um tempo, em anos, igual a dez elevado à décima-sexta potência, ou seja, 10.000.000.000.000.000 anos. Embora as publicações em geral citem algo entre 14 e 16 bilhões de anos, o que se definiu cientificamente seria 10 quatrilhões (ou seriam "tetrilhões"?) de anos, ou seja, dez elevados à 16ª potência anos. Ao mesmo tempo, ele cita que vários testes sérios provaram que o tempo que se levaria para formar uma única cadeia de aminoácidos, tidos como a menor partícula possível de um ser vivo, seria 10 elevado à 23ª potência anos. Os testes, segundo o autor, foram feitos lançando-se moléculas dos elementos químicos básicos de um aminoácido em uma esfera de aproximadamente 1 metro cúbico de volume, da qual foi retirado todo o ar. Observando-se os movimentos das moléculas, sem a interferência de outros instrumentos, chegou-se à conclusão de que a primeira cadeia de aminoácidos levaria, naquele pequeno espaço, 100.000.000.000.000.000.000.000 (cem sextilhões de) anos. Ou seja, levaria mais tempo para se formar uma simples espiral de DNA do que todo o "cientificamente admitido" tempo de existência do Universo.
Isto quer dizer que, se os cálculos científicos relativos à idade do Universo estiverem certos, nós, seres vivos, (ou, como diria Darwin, os trilobites, nossos primeiros ancestrais, longe ainda dos primeiros primatas) só poderemos passar a existir daqui a 10.000.000 (dez milhões de) anos.
Ou seja: cientificamente, nós ainda não existimos.
A priori, o que significariam, cientificamente, os anos? Qual a sua duração?
Schroeder usa a teoria da relatividade, de Einstein, para dizer que cada dia da Criação teve a duração de um dia, dos nossos dias atuais. Ele argumenta que o tempo é relativo, e que é perfeitamente possível que cada fase da Evolução do Universo durou exatamente 1 dia, embora "valesse" alguns bilhões de anos.
Aliás, falando em Einstein, ele foi realmente um gênio: primeiro, porque, sem nunca ter feito qualquer experiência laboratorial para provar seus argumentos (condição "sine-qua non", de acordo com os princípios de Galileo e Descartes, para se admitir uma proposta como verdadeira), conseguiu ludibriar toda a comunidade científica de sua época e das gerações posteriores, tornando a todos crentes fundamentalistas de uma dogmática radical e improvável; segundo, porque ele conseguiu o dialeticamente impossível: uma opinião ao mesmo tempo ambígua e contraditória; terceiro, porque ele conseguiu convencer as autoridades científicas e o público leigo a rejeitar, pela força de um argumento débil, enfeitado por prolixos e inexplicados esquemas supostamente matemáticos, que resultam numa pretensa equação simplificadora (E=mc2), leis claramente testadas e definidas por Isaac Newton e Albert Michelson, anos antes da própria existência dele, Einstein. Na verdade, acho que Einstein nunca foi sério. Ele inventou toda aquela parafenália argumental como uma forma de zombar dos cientistas. E zombou tanto e com tanto talento, que eles o achavam sério, mesmo quando ele fazia caretas, mostrando-lhes a língua zombeteiramente. Quando vejo aquelas fotos clássicas do pretenso gênio, consigo até imaginar o balãozinho de gibi sobre sua cabeça "Eh-eh prá vocês, seus otários!".
(A continuar no mesmo blog).
Uma dessas contradições se refere à idade do Universo. Ele cita que a Comunidade Científica aceita que o Universo teve início há um tempo, em anos, igual a dez elevado à décima-sexta potência, ou seja, 10.000.000.000.000.000 anos. Embora as publicações em geral citem algo entre 14 e 16 bilhões de anos, o que se definiu cientificamente seria 10 quatrilhões (ou seriam "tetrilhões"?) de anos, ou seja, dez elevados à 16ª potência anos. Ao mesmo tempo, ele cita que vários testes sérios provaram que o tempo que se levaria para formar uma única cadeia de aminoácidos, tidos como a menor partícula possível de um ser vivo, seria 10 elevado à 23ª potência anos. Os testes, segundo o autor, foram feitos lançando-se moléculas dos elementos químicos básicos de um aminoácido em uma esfera de aproximadamente 1 metro cúbico de volume, da qual foi retirado todo o ar. Observando-se os movimentos das moléculas, sem a interferência de outros instrumentos, chegou-se à conclusão de que a primeira cadeia de aminoácidos levaria, naquele pequeno espaço, 100.000.000.000.000.000.000.000 (cem sextilhões de) anos. Ou seja, levaria mais tempo para se formar uma simples espiral de DNA do que todo o "cientificamente admitido" tempo de existência do Universo.
Isto quer dizer que, se os cálculos científicos relativos à idade do Universo estiverem certos, nós, seres vivos, (ou, como diria Darwin, os trilobites, nossos primeiros ancestrais, longe ainda dos primeiros primatas) só poderemos passar a existir daqui a 10.000.000 (dez milhões de) anos.
Ou seja: cientificamente, nós ainda não existimos.
A priori, o que significariam, cientificamente, os anos? Qual a sua duração?
Schroeder usa a teoria da relatividade, de Einstein, para dizer que cada dia da Criação teve a duração de um dia, dos nossos dias atuais. Ele argumenta que o tempo é relativo, e que é perfeitamente possível que cada fase da Evolução do Universo durou exatamente 1 dia, embora "valesse" alguns bilhões de anos.
Aliás, falando em Einstein, ele foi realmente um gênio: primeiro, porque, sem nunca ter feito qualquer experiência laboratorial para provar seus argumentos (condição "sine-qua non", de acordo com os princípios de Galileo e Descartes, para se admitir uma proposta como verdadeira), conseguiu ludibriar toda a comunidade científica de sua época e das gerações posteriores, tornando a todos crentes fundamentalistas de uma dogmática radical e improvável; segundo, porque ele conseguiu o dialeticamente impossível: uma opinião ao mesmo tempo ambígua e contraditória; terceiro, porque ele conseguiu convencer as autoridades científicas e o público leigo a rejeitar, pela força de um argumento débil, enfeitado por prolixos e inexplicados esquemas supostamente matemáticos, que resultam numa pretensa equação simplificadora (E=mc2), leis claramente testadas e definidas por Isaac Newton e Albert Michelson, anos antes da própria existência dele, Einstein. Na verdade, acho que Einstein nunca foi sério. Ele inventou toda aquela parafenália argumental como uma forma de zombar dos cientistas. E zombou tanto e com tanto talento, que eles o achavam sério, mesmo quando ele fazia caretas, mostrando-lhes a língua zombeteiramente. Quando vejo aquelas fotos clássicas do pretenso gênio, consigo até imaginar o balãozinho de gibi sobre sua cabeça "Eh-eh prá vocês, seus otários!".
(A continuar no mesmo blog).
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Conceito Geral
Desde criança tenho interesse pelo desenvolvimento de minhas habilidades.
Havia alguma dificuldade em definir padrões de comportamento que me fizessem o mais ágil e prático possível, racionalizando minhas atitudes e atividades, agilizando cada gesto, de modo a fazer sempre o melhor, em menos tempo, com menos esforço, menos gasto de energia, e de maneira mais efetiva.
Um amigo, que conheci em Maceió, e que pediu que não citasse seu nome, dizendo que a idéia cabia exclusivamente a mim, sugeriu o nome Antropomática, sendo Antropos (humano) + mática (método, hábito, rota).
Aquele amigo, que teve que se ausentar do Brasil, me deixou conceitos bastante claros. Um dia, eu assistia televisão em sua casa (a filha dele era minha namorada), numa cena em que um personagem recebia mensagens de um "computador inteligente", ele comentou:
"Não é nada disso! Computadores não pensam. Eles processam informações, com base nos dados que são inseridos nele, e de acordo com os procedimentos programados."
Depois acrescentou:
"Daqui a uns dez ou vinte anos, as pessoas terão computadores em suas casas, assim como têm hoje suas geladeiras e televisores, objetos que até há pouco tempo eram privilégios de uma classe. E muitos utilizarão seus computadores de maneira errada, deixando de explorar o potencial dessa maravilhosa tecnologia. Outros, os usarão para facilitar seus planejamentos domésticos, suas contas, seus trabalhos escolares e acadêmicos, e até sua comunicação com outras pessoas. Há quem diga que a ciência da computação é a ciência do futuro, e que no início do próximo século, quem não souber utilizar os computadores não terá lugar no mercado de trabalho da maioria das cidades. Mas eu digo algo mais: a ciência do futuro não é a informática. A ciência que vai diferenciar as pessoas bem-sucedidas das fracassadas é a Antropomática."
Naquele momento, achei um nome que eu procurava para o processo de aperfeiçoamento pessoas que eu tentaria desenvolver.
Passei a controlar melhor meus passos, meus gestos, minhas ações e meus pensamentos.
Aquele amigo, que era norte-americano, me ensinou algumas máximas de sua cultura, e outras de sua própria experiência. Uma delas, que eu gosto muito, é:
"Vigie seus pensamentos: eles determinarão suas palavras.
Vigie suas palavras: elas determinarão suas ações.
Vigie suas ações: elas determinarão seus hábitos.
Vigie seus hábitos: eles determinarão seu caráter.
Vigie seu caráter: ele determinará seu destino."
Não sei quem é o autor desse pensamento, mas ele contém muita verdade.
Depois falo mais.
Havia alguma dificuldade em definir padrões de comportamento que me fizessem o mais ágil e prático possível, racionalizando minhas atitudes e atividades, agilizando cada gesto, de modo a fazer sempre o melhor, em menos tempo, com menos esforço, menos gasto de energia, e de maneira mais efetiva.
Um amigo, que conheci em Maceió, e que pediu que não citasse seu nome, dizendo que a idéia cabia exclusivamente a mim, sugeriu o nome Antropomática, sendo Antropos (humano) + mática (método, hábito, rota).
Aquele amigo, que teve que se ausentar do Brasil, me deixou conceitos bastante claros. Um dia, eu assistia televisão em sua casa (a filha dele era minha namorada), numa cena em que um personagem recebia mensagens de um "computador inteligente", ele comentou:
"Não é nada disso! Computadores não pensam. Eles processam informações, com base nos dados que são inseridos nele, e de acordo com os procedimentos programados."
Depois acrescentou:
"Daqui a uns dez ou vinte anos, as pessoas terão computadores em suas casas, assim como têm hoje suas geladeiras e televisores, objetos que até há pouco tempo eram privilégios de uma classe. E muitos utilizarão seus computadores de maneira errada, deixando de explorar o potencial dessa maravilhosa tecnologia. Outros, os usarão para facilitar seus planejamentos domésticos, suas contas, seus trabalhos escolares e acadêmicos, e até sua comunicação com outras pessoas. Há quem diga que a ciência da computação é a ciência do futuro, e que no início do próximo século, quem não souber utilizar os computadores não terá lugar no mercado de trabalho da maioria das cidades. Mas eu digo algo mais: a ciência do futuro não é a informática. A ciência que vai diferenciar as pessoas bem-sucedidas das fracassadas é a Antropomática."
Naquele momento, achei um nome que eu procurava para o processo de aperfeiçoamento pessoas que eu tentaria desenvolver.
Passei a controlar melhor meus passos, meus gestos, minhas ações e meus pensamentos.
Aquele amigo, que era norte-americano, me ensinou algumas máximas de sua cultura, e outras de sua própria experiência. Uma delas, que eu gosto muito, é:
"Vigie seus pensamentos: eles determinarão suas palavras.
Vigie suas palavras: elas determinarão suas ações.
Vigie suas ações: elas determinarão seus hábitos.
Vigie seus hábitos: eles determinarão seu caráter.
Vigie seu caráter: ele determinará seu destino."
Não sei quem é o autor desse pensamento, mas ele contém muita verdade.
Depois falo mais.
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